World of The K


09/04/2005


Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 5

Steve Buscemi: esse cara é uma lenda viva. Feio que só ele, começou a carreira de ator em 1984 e já tomou parte em quase 90 filmes. Versátil, também já foi produtor, diretor e roteirista. Atuou por uma temporadada e dirigiu 3 episódios na excepcional série Família Soprano, da HBO. Cool ao extremo, tornou-se um ícone do cinema independente até ser engolido pela indústria cinematográfica ao trabalhar em bombas como Armageddon, Con Air, Fuga de Los Angeles (mais uma mancada do competente John Carpenter) e Spy Kids 2 e 3. Por outro lado, saca só a lista de filmes bacanas que contaram com sua presença: Mistery Train, Dead Man e Coffee and Cigarettes 2 (do também ultracool Jim Jarmusch), O Rei de Nova York (policial dirigido pelo junkie Abel Ferrara e com o Christopher Walken), Peixe Grande (do inimitável Tim Burton), Coisas para se Fazer em Denver quando Você Está Morto (adoro esse filme), The Laramie Project ("falso documentário" sobre crime real no interior dos E.U.A.), entre outros. Sabe escolher seus amigos: atuou em vários filmes dos meus ídolos irmãos Cohen - Ajuste Final, Barton Fink, A Roda da Fortuna, Fargo e O Grande Lebowski, todos esses altamente recomendados - e também do Tarantino - Cães de Aluguel e Pulp Fiction. Em suma: nos filmes mais divertidos dos últimos 20 anos (que não são muitos, acho que de forma geral o cinema entrou numa crise depois dos anos 70 e o padrão de qualidade despencou, os executivos dos estúdios acham que efeito especial substitui o talento)Go to fullsize image sempre tem Steve Buscemi.  

Escrito por The kay às 14h30
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01/04/2005


A Vila

Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que, a princípio, eu não queria fazer um blog sobre cinema. Mas sou apaixonado por filmes, se fico mais de 4 dias sem assistir nenhum já começo a sentir a crise de abstinência. E, ao contrário de boa parte dos cinéfilos, não sou desses que despreza o cinema de entretenimento e fica embasbacado com os filmes do Godard, Pasolini, Truffaut e outros cineastas cujas obras herméticas todo mundo finge entender. Nada contra eles, mas gosto mesmo é de filme americano. É possível fazer cinema que divirta e ao mesmo tempo nos leve à reflexão. M. Night Shyamalan sabe disso.

O parágrafo a seguir não deve ser lido por quem ainda não assistiu o filme e pretende fazê-lo.

Ele é o diretor de "A Vila", um thriller surpreendente. Pode-se dizer que é um filme em "camadas". Explico: aparentemente é um filme de horror comum que mostra um vilarejo no século XIX sendo aterrorizado por criaturas hediondas que vêm da floresta. Mas não é só isso, por trás desta narrativa vemos que se trata de uma belíssima história de amor. Um crítico falou no jornal que valia a pena assistir o filme duas vezes. Foi o que fiz. E percebi que havia mais coisas escondidas nas entrelinhas: uma parábola do medo que o ser humano nutre pelo novo, pelo desconhecido, por mudanças. Como nos apegamos a dogmas, por mais absurdos que sejam, para nos protegermos. As tais criaturas que geram pânico na vila são chamadas de "aqueles de quem não falamos". Todo mundo tem algum assunto tabu, algum tema que incomoda tanto que fica enterrado em algum lugar.

Contudo, há ainda mais a ser revelado, o filme lida também com o dilema da inocência versus realidade, a pureza original tão encantadora nas crianças que vai-se esvaindo à medida que crescem. Os fundadores da vila fogem de uma civilização que parece ter perdido o rumo, onde a violência é tão comum que ficou banal e o dinheiro tornou-se o único parâmetro para aferir o valor de todas as coisas que existem, inclusive pessoas. Até que ponto conseguimos manter-nos fiéis a nossos princípios e à virtude num mundo tão corrompido?

                                                           

Escrito por The kay às 22h28
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31/03/2005


Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 4

Christina Ricci: ainda hoje conserva os mesmos traços da sombria garotinha da Familia Adams. Tem uma beleza toda particular, talvez inadequada para os padrões estéticos quase nazistas de Hollywood. Pode ser que isso justifique os rumores de que se tornou bulímica - de fato ela emagreceu muito - torço para que sejam só boatos. Também toma cuidado na escolha de seus papéis, o que resultou numa carreira repleta de filmes interessantes: Buffalo 66 (produção independente, bem original), Medo e delírioGo to fullsize image (do genial Terry Gilliam, retrata o jornalista Hunter S. thompson, de quem falei noutro post), 200 cigarros, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (terror apenas mediano do Tim Burton), The Laramie Project (documentário, excelente), Miranda e Monster (este último foi um dos melhores filmes que vi no ano passado).

Escrito por The kay às 01h29
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Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 3

William H. Macy: esse já atuou em quase 80 produções, e uma ponta em A Era do Rádio (um Woody Allen bem simpático) foi um de seus primeiros trabalhos. Em geral é uma espécie de "loser" nos filmes, a personificação do fracasso na competitiva sociedade americana. Assim são seus papéis em Magnolia, Boogie Nights (não é coincidência esses filmes aparecerem de novo: o elenco deles é impecável) Fargo e na Go to fullsize imagerefilmagem de Psicose. Excelente ator, trabalhou também em As Coisas Mudam (elegante filme de mafiosos), Mera Coincidência (comédia política com Robert de Niro e Dustin Hoffman engraçadíssima e cada vez mais atual) e Seabiscuit, entre outros menos cotados.

Escrito por The kay às 00h17
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30/03/2005


Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 2

Marisa Tomei: até que ela é razoavelmente famosa, mas num patamar bem inferior se comparada com estrelas do naipe de Meg Ryan ou Jennifer Lopez, mesmo já tendo ganhado um oscar (atriz coadjuvante em Meu Primo Vinny, início dos anos 90). Mas ela não soube aproveitar o momento em que estava por cima, atuou em muitos filmes ruins e, apesar de não ter caído em completo ostracismo, parece condenada a integrar o segundo time das atrizes de Hollywood. Uma pena, já que além de muito bonita, deixa artistas como Sandra Bullock no chinelo. Alguns de seus filmes que valem a pena ser vistos: Chaplin, Grande Hotel, Tratamento de Choque e o recém-lançado Alfie. Atuou também em O que as mulheres gostam, mas na minha opinião esse filme é tão simplório que chega a ser desrespeitoso com o universo feminino.

Escrito por The kay às 01h57
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Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 1

Os melhores atores e atrizes não são necessariamente os mais famosos e bem pagos. Inauguro aqui uma seção que visa fazer justiça a artistas verdadeiramente talentosos que não obtêm o reconhecimento merecido, muitas vezes por razões estéticas.

 

Philip Seymour Hoffman: começou com um papel pequeno no ótimo Perfume de Mulher. Sempre acima do peso, faz o gênero nerd atormentado. Um bom motivo para assistir seus filmes é que ele é muito criterioso na escolha de seus papéis, ao contrário de muitos de seus colegas que aceitam participar de produções ultra-comerciais e vazias só prá faturar uma verdinhas. Então, se você gosta de filmes tipo Magnólia, não hesite em assistir outros com ele, como: Boogie Nights, O Talentoso Ripley, Quase Famosos, Felicidade, A Última Noite, O Grande Lebowski, Embriagado de amor etc. Enfim ele vai ganhar um papel à altura de seu talento e vai interpretar o lendário escritor Truman Capote (autor de O Poderoso Chefão) no filme homônimo, a ser lançado ainda este ano.

Escrito por The kay às 01h24
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29/03/2005


Melhor dizendo, vá direto ao site do filme: http://hitchhikers.movies.go.com/. O imdb é tipo uma enciclopédia de cinema on-line, imprescindível na lista de favoritos se você gosta de um filminho.

Escrito por The kay às 00h59
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Espetáculo!!!

Hitchhikers Guide to the Galaxy Poster

Um  dos livros mais legais que já li, "O Guia do Mochileiro das Galáxias", vai virar filme. Grandes expectativas. O livro é tão genial, tão brilhante, que parte de mim não deseja assisti-lo para não desmistificar o imaginário que criei para ele e sua sequência: "O Restaurante no Fim do Universo". Os livros, assim como o autor, Douglas Adams, voltaram à moda, mas faço questão de dizer que já os conhecia há 5 anos ao menos. NÃO DEIXEM DE LER, sobretudo se têm senso de humor. No site http://imdb.com dá prá ver o trailer. 

Escrito por The kay às 00h29
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23/03/2005


 

Horror

Um dos meus gêneros prediletos e também um dos mais maltratados e subestimados da indústria do cinema. A cada 20 lançamentos um é bom de verdade e outro é uma dessas comédias involuntárias, tipo trash. Os outros 18 são terríveis.

- Os Outros: Sensacional. Prova que para assustar não é preciso haver banho de sangue. Não percam! Com Nicole Kidman.Go to fullsize image

- Re-Animator: estilo trash, quase comédia, indicado apenas para fãs do gênero. Adaptado do conto de H. P. Lovecraft, o melhor escritor de horror da história e o único comparável a Edgar Alan Poe.

- Evil Dead: outro trash movie, dirigido pelo cara que um dia ia fazer o Homem Aranha, (Sam Raimi) que aliás eu não gostei.

- A Volta dos Mortos-Vivos: Atenção: há vários filmes com título semelhante, a maioria verdadeiros desastres. Este é de George Romero e é em preto-e-branco. Não veja antes de dormir.

- À Beira da Loucura: dirigido por um especialista em horror - John Carpenter, de Halloween - é um filme que prende a atenção e tem argumento criativo.

- Gremlins: quase infantil, mas muito bem feito. Uma pequena obra-prima. Se você ainda não viu assista-o sem medo.

- Vampiros de Almas: clássico de Don Siegel (parceiro de Clint Eastwood), com efeitos especiais risíveis e trama superexplorada. Se preferir há uma versão anos 90 do Abel Ferrara chamada Invasores de Corpos. Mas o original é melhor, uma metáfora da paranóia anticomunista que assolou os E.U.A. no pós-guerra.

- O Bebê de Rosemary: do genial Roman Polanski, (O Pianista, Chinatown, Lua de Fel etc) terror psicológico, sutil, sem deixar de ser apavorante. Imperdível.

- A Profecia: também no subgênero "filhos do capeta", recomendo apenas a parte 1, as sequências vão piorando à medida que aparecem.Go to fullsize image

-Nosferatu: há duas versões, sendo a primeira um clássico e a segunda mais palatável para audiências mais jovens e modernas.Go to fullsize image

Se você gosta de trash, tipo Zé do Caixão, veja também O Abominável Dr. Phibes e a biografia do pior cineasta de todos os tempos: Ed Wood, do Tim Burton (Batman, Marte Ataca, O Planeta dos Macacos etc) e com Johnny Depp. No canal de TV paga Retrô há uma boa oferta desses filmes, inclusive os originais de Ed Wood, como o engraçadíssimo A Noiva do Átomo.

Escrito por The kay às 17h03
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A Síndrome da Mulher- Esqueleto

Dei uma passeada por uns blogs de garotas pró-ana, ou pró-mia. Não se tratam de correntes de solidariedade para ajudar uma Ana que precisa de um transplante ou coisa parecida. Estes dois termos denominam entusiastas e divulgadoras da anorexia e bulimia. Garotas jovens, bonitas, abastadas, que começam a achar que são gordas – e a maioria não é – e simplesmente param de comer, ou quando comem vomitam tudo logo depois. Querem ficar esqueléticas, não há limites para sua obsessão. Cada kilo perdido é uma vitória, mesmo se estiverem com 30 kilos. Demência total. Há garotas que parecem ter saído de um campo de refugiados na África e ainda se acham gordas. O que eu não entendo é que o meu padrão de beleza feminina, assim como o da maioria de meus amigos é o da mulher magra, mas sem exageros. Gostamos de coxas grossas, bumbum saliente, seios médios ou grandes. Por exemplo: não acho a Kate Moss atraente. Mas se examinarmos os depoimentos das meninas com mais acuidade, veremos que a coisa vai além de uma simples “miopia estética”.

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O que começa como um simples desejo de emagrecer para ser aceita nos grupos e arrumar namorados evolui para um tipo de obsessão, depois vira vício, resultando em doença. Anorexia e bulimia são vistas como um estilo de vida de garotas determinadas, populares, invejadas. Remédios como Dualid circulam livremente entre elas e são tidos como verdadeiras poções milagrosas. Trocam-se métodos sobre como enganar os pais ou como vomitar com mais eficiência. A inversão de valores é estarrecedora. E tenho que admitir que me identifico com elas em alguns pontos. São como dependentes químicas, como eu, que entram num mundo de fantasia onde o que está te matando aos poucos para você é sua tábua de salvação.

Em tese toda pessoa é livre, certo? Coisa nenhuma, somos escravos de inúmeras convenções e paradigmas e um dos mais cruéis e desumanos é essa “Ditadura da Beleza”, ou melhor, da magreza. Dane-se a essência, o que importa é a aparência. Para essas meninas, gordo não é gente. E não se dão conta dos absurdos que advogam.

 

Tento entendê-las. A mídia, sobretudo, e a sociedade, de modo geral, no fundo cobram isso delas. Já fui adolescente e gordo. Sei o que é ser discriminado, excluído. Você passa por humilhações que podem te marcar pelo resto de sua vida. A pressão é insuportável. À medida que você vai amadurecendo, percebe que muitas vezes a sex-symbol do seu colégio é fútil e vazia, (aliás isso já é um estereótipo) enquanto aquela garota de óculos que anda esgueirando-se pelos corredores para passar desapercebida e usa roupas escuras e largas, é uma pesoa interessantíssima, tem personalidade, talvez tenha outras visões de mundo. (isso tá parecendo filme de Johh Hughes, que fez uns teenage films bacanas nos anos 80: Clube dos 5, Gatinhas e Gatões entre outros)*. Mas estes clichês se repetem na realidade, afinal são baseados nela. Tem gente que fala, principalmente os mais velhos, que a adolescência é a melhor época da vida. Para muita gente é um período de solidão, tristeza e incompreensão.

Escrito por The kay às 15h49
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18/03/2005


Mini Guia de Filmes

 

Suspense

- Cabo do Medo: excelente. Com Robert de Niro e Juliette Lewis, que por sinal anda meio sumida, e direção do Martin Scorcese. Recomendo todos os filmes dele, exceto A Época da Inocência, romance bem chato.

- Um Corpo que Cai: Alfred Hitchcock pode ser o mestre do suspense e tudo, mas acho que boa parte de seus filmes ficou meio ultrapassada, e não é culpa dele, e sim dos vários cineastas que copiaram seu estilo. Mas este aqui é sua obra-prima. Destaque para a trilha sonora e Kim Novak, uma das mais belas atrizes de todos os tempos.

- A Morte pede Carona: tem cara de filme de baixo orçamento, mas é um ótimo thriller de estrada, muito bem conduzido.

- O Silêncio dos Inocentes: outro que todo mundo já viu, mas não posso deixar de indicá-lo. Quanto às sequências, não recomendo nem a meus inimigos.

- Donnie Darko: filme bem recente e original, estilo "quebra-cabeça". Alugue o DVD e veja a versão comentada pelo diretor.

- Kalifornia: o cara do Arquivo X e Brad Pitt num filme violento e cheio de clichês, mas é uma boa pedida assim mesmo.

Esqueci algum? Certamente. Escrevam para sugerir, criticar etc.

 

Escrito por The kay às 00h39
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17/03/2005


Mais filmes policiais

 

- Coisas para se fazer em Denver quando você está Morto: rotulado como imitação de filme do Tarantino, uma injustiça, pois tem personalidade própria, é sensível, chega a ser filosófico. Além do mais tem Andy Garcia, Christopher Walken, Christopher Lloyd (o cientista de De Volta para o Futuro) e mais alguns atores bacanas. Mais uma coisa: é um dos filmes favoritos do Marçal Aquino, o cara que escreveu O Invasor, que por sua vez, também é recomendado.Go to fullsize image

- Os Bons Companheiros: obrigatório para quem ainda não viu: Martin Scorcese em sua melhor forma (muito melhor que O Aviador). Retrata a máfia com tanta autenticidade que é elogiado por mafiosos reais.

- Parceiros do Crime: meio esquisitão, indicado para fãs do gênero. Eu adoro, já vi mais de 3 vezes.

- Um Dia de Fúria: também pode ser considerado um drama. Michael Douglas e Robert Duvall, em ótimos papéis, tornam o filme ainda melhor.

Escrito por The kay às 23h52
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16/03/2005


Mini-Guia de Filmes

 

Policial

 

- O Rei de Nova York: Christopher Walken é o mafioso que sai da cadeia para se tornar um poderoso traficante. O diretor, Abel Ferrara, é totalmente louco e viciado em drogas. Nota-se pela sua desenvoltura ao descrever o submundo de Manhattan. Imperdível para quem gosta de filmes com vilões carismáticos.

- Fargo: não é um policial típico: o ritmo é mais lento e o filme tem um tom tragicômico incomum no gênero. Dirigido pelos geniais irmãos Cohen, é uma transcrição fiel de um fato real. Destaque para o elenco - Frances MacDormand ganhou um oscar e ainda William H. Macy, (Boogie Nights, Magnolia) meu ídolo.Go to fullsize image

- Assassinos por Natureza: você ainda não viu este filme? Veja o mais rápido possível! Original, violento, criativo, insano, ótima música, um show de bola.

- Pulp Fiction: reitero a indicação acima. A consagração de Tarantino e o retorno de John Travolta para a fama. Sem falar na narrativa engenhosa, onde várias estórias se cruzam e no elenco - Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Bruce Willis, Harvey Keitel.

- Amor à queima roupa: o roteiro é do Tarantino e o filme tem tudo a ver com ele: diálogos brilhantes, muito sangue, elenco estrelado - Christian Slater, Patricia Arquette, Dennis Hopper, Christopher Walken, James Gandolfini fazendo uma ponta (depois ficou famoso como Tony Soprano da série da HBO) e Brad Pitt irreconhecível

- Vício Frenético: Harvey Keitel é o pior dos policiais: corrupto, ladrão, viciado, péssimo pai de família. De Abel Ferrara, um filme trágico sobre uma alma torturada.

- Dia de Treinamento: não tem nada de especial exceto Denzel Washington como o tira malvado, mas também não desaponta.

- Donnie Brasco: Al Pacino e Johnny Depp numa história real.Go to fullsize image

- Profissão de Risco: outra história real com Depp. Ótimo filme.

 

Escrito por The kay às 23h48
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13/03/2005


mais dois finais alternativos para a saga Odhacan

                             Atenção: não leia este post sem antes ler "A incrível Saga do Povo Odhacan" e a continuação da história. É so rolar para baixo

4.   Aparentemente, não há vida em Magna Tauri. Entretanto, num episódio que nenhum astronauta soube explicar bem, uma “voz interna” orientou-os a se dirigirem a um determinado local, onde uma criatura humanóide os esperava. Ele não parecia nada contente, e disse: “Vocês não entenderam nada. A resposta não está nos lugares que vocês procuram, na realidade quanto mais vocês se julgarem próximos dela, mais distantes estarão. Será que vocês não enxergam que o segredo é a pergunta?” Não, os astronautas não entendiam e também ficaram irritados com o tratamento que estavam recebendo. Tanto esforço para nada? “Tentar achar uma resposta simples para o sentido da vida é como perseguir o pôr-do-sol a fim de adiar a chegada da noite. Vocês nunca vão alcança-lo, por mais que corram o horizonte sempre estará fora de seu alcance e a noite, inevitavelmente, virá. A não ser que fiquem eternamente dando voltas em seu planeta, mas qual o sentido disso?” Os 3 odhacan passaram da ira à perplexidade, e o humanóide continuou: “Vamos supor que eu soubesse a resposta – e eu não sei - e os informasse. O que vem depois do esclarecimento total? O que vocês buscariam então? A vida ganharia mais sentido, ou pelo contrário, perderia o sentido, já que não haveria mais mistérios? O que seria do dia se não fosse a noite? Voltem para casa: a resposta sempre esteve e sempre vai estar lá. Mas não a procurem, e quando vocês menos esperarem ela virá e vocês não vão sequer notar sua chegada.”

 

     5.                      Na chegada avistam um gigantesco luminoso: “Disco S/A”. Quando desembarcam uma comitiva já os aguarda. Os aliens parecem pacíficos e amistosos mas há algo de artificial em sua simpatia. Então o chefe da comitiva começa a falar: “Representamos uma corporação galáctica que vende DNA para planetas sem vida. Plantamos a semente e esperamos a vida se desenvolver, se diversificar e evoluir. Deixamos algumas pistas que instigam a curiosidade dos nativos, esperando que eles venham até nós. Nunca falha, eles sempre chegam aqui esperando encontrar seus deuses. Rá, rá, como são ingênuos... Amigos, na verdade concedemos a vocês um empréstimo e vocês vieram aqui para acertarmos as contas. Temos mais coisas em comum que vocês supõem, mas algo nos diferencia: somos incapazes de sonhar. E os sonhos dos outros são nosso alimento, sem eles nós morremos. Então a proposta é a seguinte: implantaremos chips em seus corpos que vão servir de emissores de sonhos. O chip não tem efeito colateral algum e funde-se a seus organismos a ponto de os seus descendentes o herdarem como parte de sua cadeia genética original. Queremos apenas que vocês voltem e tragam mais odhacan para serem chipados.” Um astronauta pergunta: “E se nos recusarmos a receber esse chip?” “Aí vocês estarão declarando guerra à Disco S/A e destruiremos seu planeta bombardeando-o com torpedos anti-matéria.” “Porque vocês esperam ser visitados ao invés de simplesmente irem aos planetas que colonizaram e chiparem toda sua população?” “Questão de economia: para que gastar com naves e combustível se sabemos que nossos clientes virão até nós?”  E assim o povo odhacan gradualmente foi-se tornando escravo da corporação. Ao contrário do que foi dito aos astronautas, o chip não só se apropria de seus sonhos como impede os odhacan de lembrá-los. O fim dos sonhos foi o primeiro passo da marcha que levará os odhacan à extinção.

Escrito por The kay às 16h13
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12/03/2005


Nota do autor

Devido a problemas técnicos os 3 outros finais serão publicados amanhã ou o mais breve possível

Escrito por The kay às 04h45
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